01/08/2009

Considerações

Há tempos que eu não escrevo nada aqui, mas há algo que eu queria gritar pro mundo. Bom, este é o meu mundo. Então quero usar cada pedacinho deste blog pra dizer:
Não estou mais apaixonada por ele.

E ainda que eu queira dizer que esse meu grito vem acompanhado de um sorriso, não posso. Talvez uma expressão satisfeita. Mas não feliz.
Estar apaixonada é um estilo de vida pra mim. Me completa. Mas me machuca. E por tantas vezes (como boa evangélica que sou) tento assimilar o que diz na bíblia quanto ao amor “o amor não é sofredor”, continuo vivendo amores sofridos. E isto, definitivamente, não é bom.

Por isso digo que se não estou tão feliz por esta afirmação, também não consigo ficar triste. É uma questão de lógica. Menos um amor é igual a menos um sofrimento.
Mas o que dizer da solidão que agora adentra no meu coração e que faz a música não ter sentido. Sim. Me apaixono, também, pra ouvir música. É como se assim, eu sentisse verdadeiramente o que o piano me diz. Ele e eu temos afinidades. Coisas de outra vida.

Concluindo... Sem este amor, a minha vida perdeu um pouco do sentido. Um pedaço do meu coração sente sua falta. E continuo dizendo que dói saber que agora o vazio me acompanha pelas ruas, que os fones de ouvido apenas trarão frases sem vida e que o meu coração não irá palpitar quando eu ouvir a nossa música. Love de Keyshia Cole.

Por outro lado, um novo amor supre um amor perdido. Digo sempre. E cansei de amores platônicos. (In)felizmente, já não tenho mais quinze anos.
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18/07/2009

Sonho de uma noite de verão

Fazia calor. Pela décima vez, perdi a noção de tempo olhando para ele. Que continuava me ignorando. Passei na sua frente, toquei o seu braço e sorri. E ele apenas balançou a cabeça, passivamente, e tornou a virar o copo. Olhou para o outro lado, e eu passei a não mais existir.
Sai chateada. Ele estava chateado. Apesar de não ser dia para chateação.
Há alguns dias atrás... Simplesmente o vi. Já o conhecia, mas passei a conhecer além daquele garotinho que passava em frente a minha casa de bicicleta. Era mais que apenas o menino que havia crescido. Era um mistério.
Bastou apenas um sorriso para ter a certeza que era ele. Verão. Fogo. Calor. Desejo. Paixão. Palavras fortes que não conseguem decifrar a intensidade do que nos aconteceu. Abraço. Loucura. Beijo. Desespero. Distância. Tristeza. E ainda faltava algo. Que antecipo dizendo que ainda não encontrei. Porque era algo além de paixão e menos que um mero amor.
Passávamos o tempo que podíamos juntos. Gostava de vê-lo sério, pensativo, cada vez que falava do nosso futuro. Gostava de vê-lo agonizante quando pensava na distância. Gostava de vê-lo me olhar. E sorrindo a me ver sorrir. E me abraçando forte, por nenhum motivo. Ou por todos eles. E era recíproco.
Havia um algo entre nós que era indefinível e que ele chamava de imã. E eu apenas ria por mais aquela infantilidade. Ele era tão infantil quanto encantador. E me deixava encantar por aquele riso fácil e o olhar penetrante, que me diziam coisas que eu nem sei explicar. Mas que me fazia bem em ouvir.
No calor daquela cidade, nos apaixonamos. E foi no calor que nos desentendemos. Agora, olho pro céu e respiro. Olho pra água e suspiro. Cumprimento um velho conhecido que ri e dou uma risada. E me calo para escutar o meu próprio lamento ecoando na areia.
Caminho em meio às barracas e vi que ele estava vindo ao meu encontro. O coração acelera. Seus olhos me fitam com desejo. Ofegante, toca no meu ombro. Segura a minha mão. Toca os lábios nos meus e digo que não é dia para brigar. Não no último dia. Ele concorda, mas diz que continua chateado. Também estou chateada. E o tempo que nos resta é desperdiçado com brigas sem sentido.
No final, um aperto de mão, um beijo no rosto e um adeus encerram o nosso espetáculo.


Bem Shakespeariano.
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20/06/2009

Passado distante


Ás vezes construimos um sentimento que nem se pode nomear, mas se pode sentir de tal maneira que no fim vira um decifra-me ou te devoro! que consome todas as nossas ilusões e sorrisos.
Sempre me senti uma espécie rara nesse mundo tão padrão, porque nunca caí nas garras das atrações e paixões fulminantes. Nunca, em momento algum, me dei ao luxo de acreditar nas palavras de um homem, se elas eram dirigidas a minha pessoa, e muito menos me deixei levar por cantadas baratas ou mesmo as românticas.
O motivo da minha frustração?.. Amei aos cartoze anos, foi o primeiro, o puro (beijei ele umas pocas vezes) e o não correspondido...
Depois disso, deixei de me apaixonar, e passei a controlar o meu coração (outra coisa especial em mim), trancando indeterminadamente pra balanço.. foram três anos de dor, desilusão e amparo nas farras do mundo.. beijando apenas quem eu queria beijar, e curtindo só pra curtir!
Mas isso faz parte de um passado muito distante...
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" Tudo de amor que existe em mim foi dado.
Tudo que fala em mim de amor foi dito.
Do nada em mim o amor fez o infinito
Que por muito tornou-me escravizado"
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Amei outra vez aos dezessete.. pra quê?!
No ínicio foi só uma brincadeira, coisa de menina querendo passar o tempo..
Mas foi ficando mais forte a medida que eu sentia falta dele, de não vê-lo sorrindo pra mim, e mais ainda de não ter a atenção que eu almejava muito... Mas, o maior problema, foi que ele acabou se encantando por mim (porquê homens são tão bobos??) e acho que a afeição que eu sentia acabou se misturando com a vontade de fazê-lo feliz...
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PAUSA
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Segundo o dicionário, "Amor é um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem do outro".
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CONTINUA
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Pronto.. comecei a amar ele
Só que pra amar você deve sofrer... Acabou não dando certo... Acabou antes de começar.
Este amor foi o segundo, o puro (nunca nos tocamos) e repleto de contradições...
Mas esse é um passado distante!
Hoje...
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05/06/2009

Reflexos

Às vezes me olho no espelho e tenho a sensação de estar olhando pra outra pessoa. Sim. Esta não sou eu! Este rosto triste que eu vejo não é meu. Mas quando fecho os olhos eu me encontro.


Ela é bonita. Ainda que tenha algumas cicatrizes, umas feridas que foram abertas recentemente, e muitas manchas. Mas são apenas marcas de quem viveu intensamente. Essa garota que vejo é especial. Tem um sorriso especial pronto a oferecer a quem lhe faz bem.

Essa menina bonita gosta de ser. Não apenas de fazer sentido. Ela é. Essa menina que chora quando a ignoram. E ri quando está sozinha, porque sabe que a solidão é amiga. Essa menina sabe que o escuro guarda medos, mas está sempre pronta para enfrentá-los com a alegria de quem vai encontrar o pôr-do-sol pela manhã.

Ela é forte e corajosa como um potro selvagem. Mas vem comer na mão daquele que lhe oferece um carinho. É como um anjo que caiu e não tem sossego. Quer seu par de asas de volta para poder voar e ser livre. Essa menina é mais que uma simples vontade. É o anseio de vida que jorra em meu coração.
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Um dia, ela me contou que conhece os segredos mais profundos da minha alma. Conhece minhas vontades e minhas verdades. Ela conhece o que sou. E se conhece. E tem um laço de fita na cabeça e diz que é para não esquecer que é amada. Tola. Nisso ela é tola. E sabendo que é tola (já que se conhece), diz que o amor não vem de fora. O amor está além dela.E ela sempre está certa.


Sim, ela tem defeitos. Ela é impulsiva. Fala o que não deve. Fala demais, mas tem muita coisa a dizer. Fala tanto que às vezes é incompreendida. Chora alto e soluça entre as frestas da barreira que nos separa. Mas eu sempre a consolo e digo que tudo vai ficar bem. Gosto de chamá-la de meu amor, nesses momentos. Ela apenas ri, como se a vida fosse tão fácil.


Deus a conhece. Ele Mesmo a criou e quis ser amigo dela. Tem sentimentos de paz ao seu respeito e a presenteia com o melhor. Deus a compreende como nenhum outro, até mesmo eu. E Ele é o único que tem acesso ao centro do seu coração.


Essa garota, que nunca vai crescer, sou eu. Mas não é o eu que vejo em meu reflexo. Ela só pode ser conhecida por aqueles que pararam um dia e resolveram olhar pra mim. Não para o meu rosto. Não para o meu corpo. Mas para o meu espírito. Um dia, se sentir vontade de conhecê-la, olhe nos meus olhos e sinta o meu sorriso. E lá estará ela, a bela menina de laçarote na cabeça e sorriso encantador, com o coração batendo apressado, e feliz com a possibilidade de amar e ser amada.





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02/06/2009

Bicicleta


Andava de bicicleta como se fosse a primeira vez. Cambaleava e pensava. Pensava pela milésima vez. Lembrou do dia que conheceu o garoto da mente bonita. Não sabe de onde ele veio, quem ele poderia ser, mas o ouviu falar. E se apaixonou. Virou a esquina.
Paixão... ela ainda não sabia o que era isto. Mas sabia que gostava de ouvi-lo falar. Gostava da mente dele. Das piadas sem noção e do riso alegre.
Ela gostava... mas não sabia o que era paixão. O sinal fechou. Parou. Sorriu. Lembrou de suas palavras bonitas e quis aprender a falar bonito. Queria impressioná-lo. Queria conquistar a sua confiança. Ansiava ter o seu coração... mas não sabia.
Só sabia que gostava de ter sua atenção. Gostava do seu toque. O sinal abriu. Continuou a andar. Cambaleou com a lembrança. Toque. Gostava mesmo do seu toque. Se sentia segura quando ele a abraçava. Chegou onde queria.
Se era paixão, ela não sabia. Mas gostava de chamá-lo de amor quando estava só.




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22/05/2009

Pra você me entender!

De onde é que vem esses meus olhos tão tristes?
Não, não vem das campinas. Vem do fundo da minha alma. E por vezes tento disfarçar que está tudo bem, e quando olha pra mim é um sorriso que vê. Mas não viu o meu coração. Não sabe se ele está inteiro, ou se a mancha que viu no lado esquerdo do meu peito não era uma gota de sangue. Acho que era.
O meu olhar triste também vem do sol que se deita. A escuridão que me amedronta. Que me faz sentir sozinha como a lua. Ela e eu sabemos o que é estar em meio à multidão e se sentir só. Me identifico, aprecio. Mas, ainda assim, prefiro o nascer do sol. Sunrise blue!
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Vem da perda tristonha que o sol resgata, arde e deleita. Vem da memória que não apaga. Dos momentos que não voltam. Do fogo que acende o meu coração. Vem da sua presença.
Não sei se dos meus pés na terra nascem flores, mas dos meus olhos saem cachoeiras. Cachoeiras de vontade que não consigo realizar. Cachoeiras de saudades. De amores perdidos. De encontros e desencontros. Cachoeiras de i miss you.
Mas meu olhar não é sempre triste, são apenas lágrimas e chuvas. E eu não gosto de frio.

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Ontem um pedaço do meu coração se perdeu na rodoviária. Espero que você o encontre quando voltar. Te amo muito miojo. I miss you!!


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21/05/2009

E agora?!

O desejo não pensa; ele anseia...


E a vontade não sabe querer para trás.
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Meus ursinhos me fazem companhia.




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