02/06/2009

Bicicleta


Andava de bicicleta como se fosse a primeira vez. Cambaleava e pensava. Pensava pela milésima vez. Lembrou do dia que conheceu o garoto da mente bonita. Não sabe de onde ele veio, quem ele poderia ser, mas o ouviu falar. E se apaixonou. Virou a esquina.
Paixão... ela ainda não sabia o que era isto. Mas sabia que gostava de ouvi-lo falar. Gostava da mente dele. Das piadas sem noção e do riso alegre.
Ela gostava... mas não sabia o que era paixão. O sinal fechou. Parou. Sorriu. Lembrou de suas palavras bonitas e quis aprender a falar bonito. Queria impressioná-lo. Queria conquistar a sua confiança. Ansiava ter o seu coração... mas não sabia.
Só sabia que gostava de ter sua atenção. Gostava do seu toque. O sinal abriu. Continuou a andar. Cambaleou com a lembrança. Toque. Gostava mesmo do seu toque. Se sentia segura quando ele a abraçava. Chegou onde queria.
Se era paixão, ela não sabia. Mas gostava de chamá-lo de amor quando estava só.




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22/05/2009

Pra você me entender!

De onde é que vem esses meus olhos tão tristes?
Não, não vem das campinas. Vem do fundo da minha alma. E por vezes tento disfarçar que está tudo bem, e quando olha pra mim é um sorriso que vê. Mas não viu o meu coração. Não sabe se ele está inteiro, ou se a mancha que viu no lado esquerdo do meu peito não era uma gota de sangue. Acho que era.
O meu olhar triste também vem do sol que se deita. A escuridão que me amedronta. Que me faz sentir sozinha como a lua. Ela e eu sabemos o que é estar em meio à multidão e se sentir só. Me identifico, aprecio. Mas, ainda assim, prefiro o nascer do sol. Sunrise blue!
De onde é que salta essa voz tão risonha?
Vem da perda tristonha que o sol resgata, arde e deleita. Vem da memória que não apaga. Dos momentos que não voltam. Do fogo que acende o meu coração. Vem da sua presença.
Não sei se dos meus pés na terra nascem flores, mas dos meus olhos saem cachoeiras. Cachoeiras de vontade que não consigo realizar. Cachoeiras de saudades. De amores perdidos. De encontros e desencontros. Cachoeiras de i miss you.
Mas meu olhar não é sempre triste, são apenas lágrimas e chuvas. E eu não gosto de frio.

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Ontem um pedaço do meu coração se perdeu na rodoviária. Espero que você o encontre quando voltar. Te amo muito miojo. I miss you!!


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21/05/2009

E agora?!

O desejo não pensa; ele anseia...


E a vontade não sabe querer para trás.
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Meus ursinhos me fazem companhia.




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11/05/2009

Sonho

Ontem tive um sonho. Ou muitos. Lá no meu reino dos sonhos, posso sonhar um minuto como se fosse um ano e ter um sonho e achar que morri. Sonhei, sonhei e sonhei. Acho que sonhei a noite inteira.
Não queria acordar, mas de repente acordei assustada. Olhei a hora... Ainda tinha tempo pra sonhar mais. Voltei a dormir e o sonho continuou no ponto onde tinha parado. Eu e ele estávamos passeando no jardim.
Mesmo sonho, mesma alegria, mesmo desejo... E uma intrusa! Ainda não descobri quem foi o traidor que lhe entregou as chaves do meu castelo. Mas lá estava ela, passeando por entre as rosas cor-de-rosa... Minhas preferidas... Leve, envolvente, menina-mulher. Chamou a atenção dele, e ele homem-bobo sorriu. Com seu jeito infantil e venenoso, ela começou a dançar, dançava e ria. Ria um sorriso meio débil e sarcástico. Ria para ele, débil. Ria para mim, sarcástica. E ele ria. Bobo.
Naquele meio tempo, já não queria mais sonhar, queria destruir o meu mundo e fundar um novo onde não teria mais portas e nem traidores. Mas não conseguia. Continuei observando sua dança maquiavélica.
Ele soltou minha mão e começou a bater palmas enquanto continuava mirando e engolindo cada passo que a menina-mulher dava. Era vermelho, o lenço que ela rodava, e de repente era só uma fita de laço.
Enquanto ela dançava, fui ficando pequena e desbotada de tanta solidão.
E ela cada vez mais brilhante, jovem e florida, com minhas rosas que não são vermelhas, paixão. Apenas sedução. Coisa de lolita. Passou próximo a nós e o envolveu com um perfume embriagador... Incógnito. Ele parou e olhou para mim com um olhar de pena. Escarro de amor. E com passos firmes, foi atrás dela. Por que homens são tão bobos?
Agora ela era uma mulher. E eu tive a impressão de que ela saberia me responder. Mas quando virou para mim, meu mundo caiu.
Até agora eu não obtive resposta.
Mas acordei com lágrimas no rosto.


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29/04/2009

Perder

Fico aos berros tentando desabafar, mas tapam a minha boca, como se as minhas palavras fossem loucas. As muitas perguntas que afundam de respostas, não conseguem afastar as minhas dúvidas.
E eu me afogo nelas e não consigo me salvar, porque não me acho.
Deixo que minhas palavras aguardem o tempo exato pra falar, mas são coisas minhas que talvez você nem queira saber. Só sei que já não escrevo mais cartas de amor.
Eu não queria te perder agora, porque perder é como não ter bússola, porque preciso daquilo que é meu para achar o meu lugar.
Se um dia você se sentir só e lembrar que eu te admirei (amei), e vier a minha procura, não vai me encontrar. Neste dia eu terei cansado de esperar e já estarei voltando pra casa. E lá eu andarei só, e trocarei passos com a solidão.
Se o amor sentir frio. Fecharei o meu
casaco.


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23/04/2009

Sem Fôlego

Quando a tua mão segurou a minha...
Respiração presa... Taquicardia.
Parei no tempo, não sabia o que pensar
Porque pensei que fosse me beijar
Me puxou como se fosse me levar
Mas apenas me olhou como se fosse me amar
Sorriu como se fosse me conhecer
E o tempo que parecia parar
Foi rápido como um relâmpago.
Sorriso bobo, gosto de querer,
Borboletas no estômago.
Nossas vozes foram ficando roucas.
Porque quando você me toca
Vejo borboletas tão loucas?
E choro quando anjos merecem morrer!
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15/04/2009

Passividade

Amar e ser correspondido corresponde à razão da existência do ser humano.
Por isso, amo você!
Acha pouco?! Você me ama e eu te amo, o que mais você quer?
Te dou meu sorriso, te dou um pedaço do meu tempo, te dou um afago...
Te dou o que sempre pede... Bom, nem sempre!

Porque seus desejos são demasiados humanos.
Não gosto de desejos carnais.


Estou presa no passado, no passado distante, no Teddy-Bear e nas amizades que não sobreviveram.


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